27 de janeiro de 2014

UMA NUVEM HOSPEDOU-SE AQUI


Hoje de manhã comecei o dia da forma certa. Mesmo depois de uma noite em branco (dentes da Zolita) levantei-me cedo, comi o pequeno-almoço e fui beber um café à rua antes de começar a trabalhar. Depois ainda aproveitei para apanhar roupa, e aconteceu-me uma coisa que eu devia ter interpretado logo como um sinal dos deuses a dizerem-me "amiga vai para a cama e não te levantes até terça-feira": caíu-me um soutien cor de rosa às bolinhas (bastante kitsch por sinal), na corda dos vizinhos de baixo. Foi a partir daí que começou tudo a descambar.
Acho que todo o trabalho que entreguei teve críticas negativas, depois almocei sozinha e o Manel chegou a casa à tarde, adoentado. Quando fui buscar a Zolita à escola ela não estava no seu melhor, e na hora do iogurte vomitou para todo lado. Entretanto continuei a tentar entregar o meu trabalho malfadado, enquanto ela chorava no banho e enquanto ao mesmo tempo atirava uma cenoura perdida para uma panela para fazer sopa a tempo. Quando o trabalho já ia a caminho fui finalmente dar-lhe a sopa, que ela não quis comer. A seguir o Manel fez o jantar e foi a vez de eu não querer comer: era um hamburguer vegetariano de compra, de qualidade duvidosa (Manel o arroz estava uma categoria, só tu consegues fazer arroz assim). O autoclismo avariou. Depois disto, lembrei-me de ir apanhar a roupa da miúda, porque já não tinha nada para vestir amanhã, e dou conta que tinha começado a chover em cima da roupa quase seca…epá, a sério, que dia tão idiota. Já questionei tantas vezes algumas coisas (de onde é que vim, para onde vou, porque é que perco tempo com algumas coisas, será que existe o mau olhado, etc., etc.). Resultado disto tudo, enfiei-me no pijama e vim para a cama, em vez de ir trabalhar. Porque já sei que esta noite não vou dormir outra vez, e o trabalho vai continuar a existir.
Entretanto para acabar a história que deu início ao meu dia desafortunado: o soutien lá deu a volta com uma rabanada de vento e consegui apanhá-lo sem ter de passar pela vergonha de o resgatar pessoalmente. Valha-me isso, raios e coriscos!

Sem comentários:

Enviar um comentário