13 de janeiro de 2014

O ENCANTO, O ENCANTO


Não sei se foi Buda ou não, mas quase de certeza que isto é verdade. Nos últimos tempos tenho desperdiçado a minha vida a fazer algumas coisas que não gosto, mas já decidi que não é para sempre. A principal razão para mudar muitas vezes é simplesmente porque estou sempre a lembrar-me de que a vida é curta. Não sei se este é um pensamento recorrente das pessoas no geral, mas cada vez mais me lembro disto e quero à força toda aproveitar a vida ao milímetro. Ou seja, horrendum sacrificium, anuncio que tendes os vossos dias contados. E pronto, a Zola está doente em casa, com bronquiolite, não só nos arranca da cama todos os dias à noite, como também quase nos arranca a alma de a ver assim. Esta noite saímos de casa em direcção ao hospital às 5h da manhã, e acabámos a dormir no carro, em família. É uma linda imagem, eu sei. Com direito a vidros embaciados, cobertores e tudo. Eu tenho olheiras até aos tornozelos, o Manel consegue superar-me, mas como me disse hoje a farmacêutica do bairro, "faz parte do encanto". E faz mesmo.

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