23 de fevereiro de 2014

E AGORA VOU DORMIR

Na noite passada tive pela primeira vez a experiência de ter uma filha, mas voltar a dormir sozinha em casa, como se não tivesse filha nenhuma. É uma coisa um bocado complexa, porque procuramos a sensação de descanso que tínhamos antes de ter filhos, só que de repente percebemos que essa opção já não existe disponível no nosso menu de sensações possíveis.
É complicado. O problema é que mesmo não tendo bebé nenhum em casa, a impressão que temos é que há que continuar a cuidar dele, portanto Mesmo sem despertador, e MESMO com a manhã toda para dormir, o meu senso de mãe on and on, acordou-me mais do que uma vez durante a noite. Mais irónico: sábado, em vez de aproveitarmos a noite que nem uns rebeldes, viemos dormir para casa a correr. Tenho quase a certeza que isto é uma patologia parental qualquer.
O resultado da minha noite "sem filha por uma noite" foi que fiquei ainda com mais sono do que se ela tivesse dormido cá. Giro.
(e só mais uma coisa: ela agora está a fazer bullying comigo e chora de 2 em 2 minutos para eu ir lá pôr a chucha, de propósito)

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