6 de março de 2014

TRISTE CARNAVAL NACIONAL

O Carnaval passou e nem falei dele. Passou-me pela cabeça, ainda entrei numa loja de disfarces, mas não aconteceu nada. O que para quem nasceu para as bandas de Leiria, Nazaré, Alcobaça, é no mínimo estranho, porque aí, para ser normal, tem que se ter pelo menos uma peruca na cabeça. E não há cá nada daquelas coisas de atirar ovos - toda a gente se diverte. O Carnaval já não é o que era, o cheiro a creme Nivea na cara para colar os brilhantes, as perucas feitas de lã e os disfarces com o que havia nos armários do sotão. Não entendo esta nova atitude de sair nos corsos carnavalescos para sambar com 4º graus centígrados e mostrar ao mundo os implantes mamários e a lipoaspiração. Gente, o samba é lindo no Rio de Janeiro, onde fazem 40ºC e as pessoas são genuínas. Aqui é o entrudo! En-tru-do! Cabeçudos, caretos, ensaiados. Irra, assassinam a tradição.


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