24 de maio de 2014

POSTS EM ATRASO :: 1


As portas da sala da antiga casa e a vida dentro de caixotes frágeis. 
Ou a vida frágil dentro de caixotes. 
Ok, a fragilidade não interessa nada agora.

Ora bem, nem sei bem por onde começar! Mas estou a aproveitar que são 00h e ainda estou à espera para jantar (tenho uma bôla no forno há 1 hora) para actualizar a minha vida online. Tenho que começar por justificar tão prolongado desaparecimento da blogosfera: a família mudou de residência. Finalmente! Portanto para além de ter ficado sem internet durante algum tempo, estamos a viver em regime cigano há 15 dias. Literalmente no meio de um labirinto castanho de caixas de cartão e com um kit de sobrevivência que contém escova de dentes e pijama. Está a ser divertido porque apesar do esforço para identificar o conteúdo das caixas, há coisas que se eclipsam - como é o caso do corta-unhas. Para aguçar a piada da história a Zolita decidiu começar a andar à séria nesta semana, de maneira que ganhou o poder de mexer em tudo, tudo, tudo o que a rodeia. Sarapinta de divisão em divisão à caça de coisas para investigar e hoje apareceu-me na sala com ar triunfante e de tesoura em riste. Como é lógico isto obriga-me a passar 100% do tempo atrás da madame e também me deixa menos tempo para fazer tudo.

O que vai deixar saudades:

> infinitamente a Madragôa. A Madragôa foi a minha oportunidade de continuar a ser uma miúda do campo, mesmo vivendo na cidade. É o meu bairro do coração em Lisboa. Já não estava lá mesmo no núcleo, mas era como se estivesse porque vivia muito perto.

> as divisões grandes da casa

> sair e ir ao Chiado ou à Bica a pé em 12 minutos

> ter a margem do rio Tejo à porta

> os jacarandás em flor

> as pessoas de Santos-o-Velho, de todas as raças e de todas as cores

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