20 de julho de 2014

ROADTRIP, DIA 3 | Praia, motos e surf a metros da montanha




Já fiz as pazes com o sítio que nos calhou em sorte. Os 20 minutos de curvas e contracurvas entre prados e falésias continua a chatear-me, mas provavelmente é o acesso difícil que mantém os lugares originais, porque estão longe das redes telefónicas,  das redes wi-fi, longe dos carros e longe do progresso. Se não fosse isso, se calhar nesta altura a montanha já teria um néon a dizer "armazém chinês".
Hoje foi dia de Motorbeach, um encontro de bikers, surfistas, transformadores de motos e shapers de pranchas. O ambiente é muito dinâmico, e para além da exposição de motos e tendas com diferentes negócios, vimos na praia uma competição de surf em pranchas longboard. Os surfistas andam sobre a prancha e fazem truques, como por exemplo o pino. Também houve quem baixasse os calções em andamento.
Coisa mais engraçada: espanhóis de Vigo ou Andaluzia, aproximam-se de nós e perguntam de que cidade portuguesa somos. Espanhóis das Astúrias perguntam se somos croatas, ou russos. Temos uma língua que não é para todos.
Por aqui, para minha alegria, a bebida oficial é sidra. Gosto muito, mas nas Astúrias há regras para a beber: de um trago, sem pousar o copo na mesa. Se não se conseguir, o que sobra deita-se fora. E assim proliferam poças de sidra pelo chão, em redor dos turistas. Foi por isso que alguém aqui sonhou que nas Astúrias chove sidra, e fica-se bêbedo só de andar de moto com a boca aberta.

Dica para miúdas motociclistas: sempre que queremos ter um ar mais glamoroso do que só calças de ganga cheias de mosquitos, botas cheias de terra e casaco do chinês, não há como um batom, que não ocupa espaço na mala. O meu é vermelho.

Continua amanhã.


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