26 de novembro de 2014

A NOVA INQUILINA

Joaninha a viver na orquídea à janela

Há uns anos atrás, numa certa tarde de Verão, resolvi testar o poder da minha mente (parece estúpido mas é mesmo verdade, eu faço estas coisas), então, impus à minha mente um tempo limite e pensei numa coisa que fosse difícil ver numa cidade grande, como Barcelona, que era onde estava a viver na altura. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi ver uma joaninha. Já não via uma há muito tempo, e numa cidade com muito tráfego e fumo de carros achei que era um desafio à altura. Os meus dias passavam a um ritmo normal e pouco tempo depois, estava eu sentada na Rambla da Catalunha a beber café com uma amiga quando aterra na mesa a rodopiar em grande estilo um insecto branco. Quando sacudiu a poeira das asas e se recompôs da queda pude ver que era uma joaninha. Não percebo muito de joaninhas, mas ou era bebé ou era albina, não sei. Sei de certeza absoluta que era uma joaninha. A amiga que estava comigo estava a par do teste e deu um salto da cadeira: "Una mariquiiiitaaaa! Que buena suerte". A partir desse dia fico sempre muito contente quando vejo uma joaninha. Hoje, com este dilúvio inacreditável, encontrei este exemplar na cozinha e tirei-lhe uma foto, vem aí qualquer coisa boa. 

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