13 de novembro de 2014

FERRUGEM NA ORDEM DO DIA



Achei isto fofinho.

 Na água não havia espaço nem para mais um surfista.


Ontem o sol deu ar da sua graça e por isso foi dia de aproveitar esses raios sublimes à hora de almoço. Patins, música, está tudo. Comecei aqui a dar os primeiros sinais de profunda falta de treino físico. Esqueci-me das palmilhas de enchimento, em vez de uma mochila para pôr as botas levei um saco de desporto (depois tive que patinar com ele na mão), e não verifiquei o estado das rodas, de maneira que tive que patinar com a direcção totalmente desalinhada (um dos patins ia sempre para dentro quando rolava). Ou seja, valeu a tentativa, finalmente estreei os patins após 7 meses (e isto pode parecer mentira mas não há tempo/energia para mais) mas percebi que tenho ferrugem até ao tutano. Depois de 2 anos sem patinar senti que já não tinha o mesmo à vontade, ia muito mais devagar e tive mesmo medo de cair. Cair de patins é normalmente ridículo. Mas se a queda for aparatosa ainda é mais ridículo e se estivermos sozinhos podemos triplicar o nível de vergonha, porque não está lá ninguém para se rir connosco e ficamos ali estatelados no chão, abandonados à humilhação pública. Nem sequer estou a incluir as quedas perigosas, só as patéticas em que ninguém se magoa.
Posto isto é bom que o sol apareça com frequência para poder praticar. Enquanto andei por ali vi apenas um patinador de rodas em linha (estes patins de 4 rodas estão fora de moda há décadas mas eu adoro-os) ao passo que a água fervilhava de surfistas. Promessa para mim própria: é obrigatório voltar a pôr as rodas no chão.


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