3 de dezembro de 2014

ACTUALIZAÇÕES DA VIDA E PAREDE DE FOTOS



Post confuso mas necessário. Mea culpa por não vir aqui há uma semana, mas às vezes é preciso viver primeiro e escrever depois - foi o caso. Também é esta a razão pela qual este blog nunca terá mais que três leitores. Podia auto-corromper-me e actualizar isto todos dias com fotos de diferentes outfits ou "as compras que fiz hoje", mas é melhor não ir por aí.
Coisas que aconteceram:
a) a joaninha, como sempre, lá trouxe a sua sorte em forma de aprovação de um trabalho pendente. Mas desta vez o final da história não é só feliz: para eu receber a rajada de sorte, a pequena teve que ser sacrificada - passados dois dias da sessão de fotos em que brilhou, encontrei-a brutalmente esborrachada na sala de estar, provavelmente pela bota da punk Zola. Nem devia escrever isto aqui mas foi o que aconteceu, tristemente.
b) esta semana acordei com um terçolho numa vista, razão mais que suficiente para ficar mal-disposta
c) a punk Zola tem 4 dentes a nascer e portanto quem dormir nesta casa recebe uma coima de Deus
d) o espírito natalício não apareceu até agora - começo a suspeitar que este ano foi dar uma curva para outras bandas
e) para terminar, uma coisa boa: preguei as molduras e telas quase todas, a casa já se aproxima mais de um lar. A culpa é da Filipa. Fui a casa dela e apesar de se ter mudado há um mês já tinha tudo nos sítios. Reparei no grande feito ao que ela me respondeu "pois é, sabes que por experiência própria, se não colocarmos as coisas nos sítios assim que chegamos à casa nova, há caixotes que nunca se chegam a abrir". É verdade. Ficam eternamente fechados. Começamos a passar por eles no corredor e a ignorá-los, a fingir que pertencem ali, a não sentir falta do que lá está dentro, que nem sabemos bem o que é (pode ser uma bomba-relógio, uma couve ou um desumidificador) enfim, pouco importa, até que começamos a varrer e a aspirar à volta do caixote e nada acontece, fica ali cristalizado para todo o sempre até ser descoberto 3500 anos depois por uma equipa de arqueólogos da National Geographic. Muita filosofia para caixotes fechados. A verdade é que quando ela disse isso visualizei os meus caixotes de molduras ainda fechados, deu-me um calafrio na espinha e vim a correr para casa pregar tudo o que faltava na parede. Já estou aqui há meio ano caramba, não se admite. A parede mais gira é a da sala, com fotos de família feliz. Fica também uma das minhas fotos preferidas da parede, eu e a punk Zola, ainda careca mas já despenteada. Somos as duas assim, despenteadas. E gostamos. =D


4 comentários:

  1. estão lindas na fotografia. paz à alma da Joaninha. *

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  2. Uma parede assim conta a história de uma família. Raramente confrontado com paredes assim, gosto de conhecer as «estórias» associadas a cada foto, pessoa, lugar.

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    1. Sim, é muito interessante. E escolher as fotos para pôr nas molduras é como fazer uma viagem no tempo. Agora com as fotos de telemóvel e redes sociais há cada vez menos fotografias "de papel".

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