20 de fevereiro de 2015

CHEIRA BEM, CHEIRA A... PORTO




Quando era criança, e acreditava que o mundo eram só borboletas, fadas, florestas encantadas, Dartacão e Tom Sawyer, também acreditava que o mundo era um sítio que cheirava sempre bem. O meu mundo, pelo menos, cheirava, porque para além daqueles blocos de cheiro, muito em voga nos anos 80, eu também coleccionava sabonetes. Tinha miniaturas do Feno de Portugal numa caixa, sabonetes em forma de hipopótamo, entre outras preciosidades que reencontrei há pouco tempo em casa dos meus pais, alguns já bastante desidratados e ... (não vou descrever o estado dos sabonetes, parte deles ainda estava coleccionável. Aguentaram ali mais de 20 anos. Marcas portuguesas recomendam-se portanto, e não é só pela longevidade - ninguém bate as nossas embalagens).

Dá-se a sorte de trabalhar com sabonetes de vez em quando, a vida tem destas coincidências, e na última reunião trouxe para casa três exemplares de uma linha de Verão da marca portuense Castelbel. Mais cool impossível, parecem gomas gigantes, e as embalagens têm cores tão vibrantes que saltam à vista. Não resisti a fotógrafa-los em cima de uma tela e a adorá-los como se por momentos tivesse voltado aos 8 anos e à minha caixinha outra vez.

P.S.:(A tela é um projecto meu e da punk Zola, mas está em standby, porque durante o workshop emergiu uma veia bebé-Picasso, o pincel parecia ter vida própria e deu largas à imaginação, decorando vastas extensões de mobília. Inicialmente achei que ia ser muito bom para ela, mas abortei a ideia em poucos segundos.)


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