6 de fevereiro de 2015

TAGARELA LOADING. PLEASE WAIT

A punk Zola passou por um período extremo de birra inflamável, para uma época de paz e serenidade, acompanhada também por uma evolução espectacular na forma de se expressar. Isto significa o quê? Mais exactamente: ela construía uma conversa aos solavancos, ia dizendo palavras isoladas como "pacagaio", "chucha", "tão-balalão", "hipomótamo", e de repente começou a disparar frases como "Mamã, a chucha está molhada", "Mamã, olha para cima!", "Papá, não gosto". E também "Queres um bolo", "Não queres tirar a fralda", "Papá, aqui já!! 'Booora papá!". Desenvolvimento cerebral puro e duro, demasiado rápido para o que estávamos à espera. A nossa reacção é de espanto, olhamos um para o outro e interrogamo-nos em silêncio, "o mini-ser disse mesmo aquilo?".
São pequenas frases, mas já sei que disto para "Vais mesmo levar essa saia com esses collants?" ou "o Bugs Bunny tem 75 anos mas tem menos rugas que tu" é um instantinho.  Logo a seguir a isso vai entrar em casa a fazer perguntas sobre a corrupção, a primavera árabe e o escândalo do Watergate.
Agora estamos só em estado de choque, mas acho que em breve vamos ficar petrificados.

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