29 de março de 2015

FIM DE SEMANA EM SEGUNDOS + FAQ





Só as fotografias é que demoram dois segundos a tirar, e é porque são aldrabadas. Tudo o resto demora muito mais. Para ir directa ao assunto: reanimei um projecto em coma. 

Tudo recomeçou porque organizava o espaço de trabalho e ficava-me sempre um montinho de tecidos embrulhados numa prateleira a ganhar pó. Montinho esse que já tinha vindo da antiga casa. O início do projecto foi aqui: Agulhas a postosEm Fevereiro do ano passado. Mais aqui. E aqui. 

Nos links dá para ver que cortei o tecido e idealizei tudo para construir o vestido-quase-perfeito a custo-quase-zero, mas a história não chegou a acontecer. Há uma semana, quando voltei a agarrar na peça, rapidamente percebi que já não havia pica para o projecto começado, mas alguma coisa tinha que acontecer porque não ia atirar o tecido para o lixo e muito menos transformá-lo em panos de limpeza. O resultado é o que se vê nas fotos. 

O vestido aconteceu, mas não é para mim. A punk Zola saiu a ganhar (e eu ganhei experiência). Foi a primeira vez que fiz um vestido, claro que está cheio de erros e ainda lhe faltam as molas, mas passado um ano dou por concluído o projecto autodidacta e tenho vontade de melhorar as competências na área. O mais importante para mim é que não deixei o plano a meio, o que prova que estou a superar um defeito de carácter.

FAQ:

Então e o outro vestido, ainda mais giro que o primeiro?
Esse é obra da minha avó Linda, que continua a ser a super master do design de moda. Como é visível, nem a Coco Chanel, nem o Karl Lagerfeld lhe chegam aos calcanhares em matéria de acabamentos. Estive a observar bem e os pontos só se vêem à lupa, não sei como é que ela faz aquilo.

Quanto tempo demorou efectivamente esta brincadeira?
Sem contar com o ano 2014 inteirinho, demorou efectivamente 2 fins-de-semana.

Achas mesmo que compensa ou mais vale comprar feito na Zara?
Há duas respostas para esta questão: se dependesse do vestido que comecei-e-não-acabei para não andar nua na rua estava bem tramada e a resposta é não, não teria compensado. 
A outra resposta é sim, compensa, porque mesmo sabendo (que não gostavas, empenheeeei o meu anel - gozo, cheia de sono) que não está perfeito, no fim olhamos para a peça e pensamos DAMN, I´M GOOD supa dupa baby, consegui fazer aquilo sozinha! E só isso equivale a um diamante de 3 quilates para o ego. 

Estás a falar a sério?
Não, a sensação para o ego não é tão bombástica mas é boa o suficiente para continuar a fazer vestidos.


8 comentários:

  1. Adorei os vestidos! Super giros e simples, com padrões lindos.

    (não me leves a mal, mas, efectivamente - por enquanto que ainda podes igualar a mestra um dia - o da avó está qualquer coisa de especial)

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    1. Pois, ela deve ter entre 60 a 65 anos de prática, tenho muito que alinhavar ainda... aliás, quem começa assim atrasado estará em défice eternamente!

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    2. Não arranjes desculpas, vá... keep going. ;)

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    3. Ahahah, eu vou tentar, se fizer mais ponho aqui, mas entretanto já pus a minha avó a trabalhar.

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  2. És forte. Tenho lá em casa uma espécie de capulana, linda linda, que era para fazer um vestido para mim e outro para a amalia.

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    1. Então mãos à obra, procura um tutorial simples na net, há montes de coisas, depois é só ganhar coragem para dar a primeira tesourada no tecido, sabendo de antemão que, como é o primeiro, pode ficar uma grande bosta. Mas como a seguir podes fazer mais isso não tem importância. Ou então... tenho visto por aí montes de ateliers de costureiras.

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  3. E a sensação de termos uma coisa feita por nós que não se pode encontrar na Zara nem foi feito assim às dezenas de milhar.

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