7 de abril de 2015

MENINAS KICKING ASS








Há cerca de um ano li um artigo brasileiro sobre a forma como a sociedade se comporta para com as meninas, as miúdas. O artigo encorajava quem o lia a parar de tratar as meninas como se elas fossem apenas lindas. Substituir o habitual "Olá boneca, hoje estás maravilhosa nesse vestido amarelo", ou "que belas trancinhas", com perguntas sobre que livros ela gosta, ou o que a interessa, ou reparar como ela é inteligente, era uma das estratégias apresentadas. Atitudes que mudassem o eterno paradigma meninas-princesas-lindas-bailarinas Vs meninos-cavaleiros-futebolistas-cientistas-escritores-bombeiros-médicos-o-que-quiseres-ser. Este artigo na altura deixou-me a pensar que este comportamento já está tão enraizado que uma pessoa nem se apercebe que o faz. Isso. Formatar meninas para serem apenas lindas.

Também há cerca de (não sei a quantas ando), talvez um ano, vi o vídeo Like a Girl, em que se pede a pessoas (rapazes e raparigas) que façam acções como uma menina. Corram, atirem, lutem. O resultado é sempre o mesmo: movimentos de uma ave encandeada por um holofote ou algo assim. Na cabeça das pessoas, até das próprias mulheres, correr como uma menina é correr à pato. Mas quando pedem às meninas (mesmo meninas pequenas) para correr como uma menina, elas correm à séria e mostram que correr como uma menina é correr o melhor e mais rápido que conseguem.

Hoje, através da Mama Miss, encontrei esta série de fotos geniais da fotógrafa Kate T. Parker que se chama "Strong is the New Pretty", que mostra o lado escondido das meninas: afinal elas são fortes mesmo quando ninguém suspeita. E gostei muito. Achei que se está a formar uma corrente de pensamento que vai contra outras crenças velhas e cheias de bolor, que fazem acreditar que as meninas são frágeis, cor de rosa e gostam de cozinhar queques. Com base nas quais se educam, sem alternativa, as meninas.

Finalmente começa-se a pensar de outra maneira, mais de acordo com aquilo em que acredito. Mais parecido com a forma que gostaria de educar a minha bebé. Não quero forçar um "tu não és cor-de-rosa", quero antes defender um "tu és como quiseres (desde que não desrespeites ninguém)". Porque elas podem escolher ser quem querem, ou ser naturalmente como são, e isso inclui os queques, mas também inclui coisas que antes lhes estariam vedadas à partida.

Força miúdas, se caírem levantem-se e sacudam o pó.


2 comentários:

  1. As fotos são maravilhosas. O vídeo, também já o conhecia e assim que o vi partilhei-o com a minha Smartieteen de 14 anos. Tenho por hábito dizer-lhe que não há nada que um rapaz faça que ela não possa fazer, basta querer.

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    1. As 1001 opções de coisas para fazer à face da Terra estão ao alcance de todos, sejam meninos ou meninas, é como dizes, basta querer =)

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