29 de junho de 2015

PELA GRÉCIA, UM IOGURTE GREGO

Hoje o Manel disse-me que tinha comido um iogurte grego ao pequeno-almoço, pelos gregos. Fiquei a pensar na história dele e à espera das notícias da hora de almoço, sabendo que não iria conseguir gerir muito bem a actualidade.
Mas afinal o que significa União Europeia? Ser excluído quando as coisas correm menos bem? Deixa-me consternada que países cheios de massa, que deveriam ajudar os vizinhos, virem as costas nas horas difíceis, deixem os velhos a passar fome e sem medicamentos, deixem as crianças em dificuldades, deixem quem está doente entregue a si próprio. Podíamos ser nós! Não aguentei ver mais de dois minutos seguidos de televisão, apeteceu-me chorar. Podem ajudar mas a ganância fala mais alto. Caiam relâmpagos sobre esses! Raio de merda de união então, uma união que não vale uma casca oca de caracol, com base no valor do euro, ao invés de ter como base valores realmente importantes. A Grécia fez coisas mal, mas na Europa, quem não fez? Deviam dar folga à corda porque isto parece-me cruel. Eu, que nada percebo de economia ou política (mas acho que os seres vivos e a dignidade deveriam estar acima das dívidas e das bolsas e dos pibs e do raio que o parta) também estou a comer uma palete de iogurtes gregos enquanto escrevo isto. Furibunda. Pelos gregos.


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