23 de setembro de 2015

CÃES LADRAM E AS CARAVANAS PASSAM

Estas coisas terríveis que se estão a passar agora na Europa deixam-me completamente deprimida. As situações de crise expõem opiniões doentias que preferia julgar que não existem.
Os portugueses organizaram a Aylan Kurdi Caravan e conseguiram que chegasse ao destino. Quando vou ler as notícias fico contente, mas quando tenho a infeliz ideia de perder alguns minutos a ler os comentários de outros leitores arrependo-me logo. Há pessoas que não queriam que aquela ajuda tivesse saído de Portugal, porque cá também há pessoas a precisar, então decidem minar a internet com ódio e desfazer o que outros fizeram com boa intenção.
É verdade que cá também há quem precise de ajuda, mas as pessoas que apoiaram aquela ideia, também ajudam cá. Eu não contribuí com nada para a Aylan Kurdi Caravan porque tinha acabado de enviar as minhas coisas para a Ajuda de Berço e não tive tempo para mais. Mas fiquei mesmo com pena. Acho a ideia muito boa. O que duvido, é que quem perde tempo com toda aquela azia, consiga ter uma atitude altruísta no que quer que seja. Passam uma imagem tão negativa que dão a sensação que não ajudam cá nem em lado nenhum. Organizem outra caravana! A caravana de ajuda nacional. Uma coisa não anula outra. É uma atitude mais positiva e seguramente vai ter milhares de contribuições. É tempo mais bem gasto e de certeza não têm tantos pesadelos à noite.
Odeio haters.

2 comentários:

  1. toda esta situação me tem metido um bocado asco sabes, acima de tudo porque (re)descobri a essência de pessoas que achava conhecer bem, foi assim quase um murro no estômago. quis bater na focinheira de muitos e esfregar-lhes com muitas verdade na cara. mas apaguei-os do fb só, não estive para me chatear, por muito redutora que esta frase possa parecer. não aguento, nem tolero, os discursos cansados e ignorantes desse tipo de pessoas que aí descreves, nem haters são, são apenas burros com'á m*rda.

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    1. É verdade! São doentios. Depois juntam a estes discursos uma espécie de ameaças, em que garantem que se ajudarmos quem vem de fora não esperamos pela demora. Não sei o que vai acontecer, mas vejo a humanidade a ir pelo cano e por vezes até tenho um bocado de vergonha de pertencer à espécie. Era bom que resolvessem isto depressa (suspiro).

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