4 de outubro de 2015

PAF, O SOM DE UM GRANDE ESTALO


que acabei de levar. Nem é tanto por ter ganho a dupla Passos-Portas, é a quantidade de pessoas que não levantam o rabo do sofá para ir votar. Depois ficam quatro anos a dizer mal de tudo, mal da vida, mal do hospital, mal das contas para pagar, mal do que o dinheiro não chega para comprar. Devia cair um raio na cabeça de cada tuga que não vota e depois fica a encher o ar de queixas.

Estou desiludida. O que sinto é o que diz esta música: nos tempos que correm os homens novos não têm nada. Nem as mulheres novas. A mim dava-me jeito um nível de vida melhor, no geral. Acho que todos gostaríamos de ter. Pelo menos mais equilibrado. E um ministério da cultura, por exemplo. Mas com a intensidade de austeridade que senti nos últimos quatro anos, é-me difícil acreditar que estamos a voltar à mesma receita. A sensação é de correr, correr, dia e noite, semanas, meses, anos, e não sair do mesmo lugar.

Portugal, és um misto de masoquismo e sonolência. Vou ficar à espera que qualquer coisa boa aconteça.

4 comentários:

  1. Sinto-me igual... deprimida e a perguntar-me quem são estes portugueses que reelegeram quem tanta coisa destruío e quem nem se dá ao trabalho de ir fazer valer o seu voto.

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    1. Metade dos portugueses ficarem no sofá é uma coisa que me ultrapassa. Mesmo depois de 4 anos de maus tratos!

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  2. é exatamente isso que sinto. independentemente de quem ganha (apesar de preferir outro resultado, podia ter sido pior), quase metade da população ficar apaticamente a observar enquanto os outros 57% decidem o futuro do seu país é revoltante. mais ainda quando pelo menos parte desses 43% passará estes próximos 4 anos (4 anos!!!) a choramingar.

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    1. verdade...daqui a 4 anos terei quase 40. A sensação é que a nossa vida não desenvolve, estamos estagnados.

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