4 de fevereiro de 2016

A PUNK ZOLA DIZ (MUITAS COISAS)

A punk Zola diz que está a saltar como um candegu co de gosa. Diz que não quer tomar banho na banheira, mas sim no chafariz (vulgo bidé) e diz à educadora da escola que sai do berço à noite, vai ao quarto dos pais, eles estão a dormir quentinhos e por isso volta para o berço novamente. Também diz à educadora que para fazer todo este complexo percurso nocturno usa uma "cadeirinha". Claro, que de outra forma poderia ela subir e descer do berço? (O mais assustador é que até hoje não sei se isto aconteceu ou não, porque a cadeirinha faz as vezes de mesinha de cabeceira).

Diz-me ainda que nas noites em que faz muita ventania o melhor é dormir na cama dos pais, porque o barulho é assustador e não deixa ninguém repousar em condições e que se eu quiser posso usar o colchão imaginário.

O que é o colchão imaginário? O colchão imaginário é uma tira de cerca de 20cm em redor de todo o colchão da cama dos pais que, como o nome indica, é imaginário. Isto significa que literalmente não existe.
Ainda assim eu tenho que pousar lá a cabeça, enquanto o resto do corpo fica no colchão real (o que significa cabeça suspensa).
Ou ao contrário, deitar o corpo todo no colchão imaginário, enquanto só a cabeça fica na almofada. Isto porque, como todos os pais que dormem com os filhos de vez em quando sabem, é comum sermos empurrados lentamente, ao longo da noite, cm a cm, até darmos por nós com metade do corpo no colchão imaginário.
Sim, significa que dormimos a flutuar ao lado do colchão real enquanto os nossos piratas ocupam o lugar verdadeiro na cama. Parece complicado mas na verdade é mesmo, mesmo, mesmo simples.

P.S.:(adoro a minha punk Zola por ser tão espertalhona e me passar a perna com tanta facilidade)

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