14 de junho de 2016

MAMÃ OUVE

- Mamã, o copo é transfanête, o vidro é transfanête e a janela é transfanête.
- Diz comigo: trans(...)
- (...)fanête.

- Mamã, as ovelhas dão melo.

(a dizer frases sem nexo, só para me encher os ouvidos, mas com um objectivo muito concreto - que eu lhe dê um computador)
- Mamã, eu não sei onde está o meu nariz, a minha boca, os meus olhos. Eu preciso de um computador. Mamã, o copo vai para cima para baixo, o candeeiro cai, eu preciso de um computador.
Não sei quando é que as bonecas foram dormir, eu toquei uma música no ukelele, eu preciso de um computador.

-Muitas lelicidades, muitos anos de vida.

-Mamã, ela dizeu que eu não posso sentar ali.

-Mamã, desenhei uma pizza a cair.
(Suponho que isto seja uma pizza a cair do prato, porque momentos antes tinha-lhe atribuído a tarefa de segurar no prato da pizza antes de entrar no forno. Ela não se acusou mas sentiu a pressão. E a obra nasceu.)


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